UMA VISITA A CALI – II

UMA VISITA A CALI – II

UMA VISITA A CALI – II

O casco histórico de Cali tem a marca da arquitetura espanhola que eu gosto muito, em especial os “pátios internos”. A expansão da cidade tem todos os problemas da falta de planejamento, controle, continuidade administrativa de quase todas as cidades do Brasil.

Em muitos aspectos Cali me lembra Salvador e o povo baiano, com uma diferença essencial nessa quadra da história: o gente de Cali parece amar e viver a cidade com esse sentimento, diferente dos Soteropolitanos.

Os países da Latina América têm história com diferenças mas pontos em comum: ex-colônias, terras saqueadas, povos roubados, dor e sofrimento.

Esse “caldo cultural” forjou diferentes sociedades, porém com os mesmos desafios: fornecer lideranças, dirigentes e governantes para suas cidades, estados e países. Eis a realidade exposta.

O que sei da humanidade até a década de 70 são histórias contadas por diferentes narradores, mas o mundo que passei a viver desde então padece do mal da falta de limites, em todos os sentidos e direções. Os humanos descontam esses limites naturais e estruturais às suas liberdades e independências nas cidades e na sociedade em que vivem: incivilidade, egoísmo, individualismo.

Cali tem quase três milhões de habitantes, com todas as características das cidades velhas e modernas.

 

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