FRANÇA – VII
FRANÇA – VII

FRANÇA – VII
Blois, região do Vale do Loire, França.
A Catedral de Saint-Louis em Blois, um edifício que conta uma história fascinante. A catedral foi várias vezes remodelada ao longo dos séculos e as suas origens remontam ao século XII, mas o que se vê hoje é principalmente resultado de trabalhos dos séculos XVI e XVII.
Um capítulo especialmente dramático ocorreu em 1678, quando um furacão violento destruiu quase completamente a igreja. Mas foi reconstruída no estilo gótico após este acontecimento. Isso deve-se a uma ligação especial: Colbert, um ministro influente cuja esposa era natural de Blois, empenhou-se para que a reconstrução tivesse início entre 1680 e 1700. Assim, a igreja adquiriu o aspecto atual.
Em 1697, foi elevada a catedral da recém criada Diocese de Blois e recebeu o nome de Saint-Louis, em honra de São Luís.
A nave com as capelas laterais e as capelas de lado datam desta época. O coro é particularmente interessante, rodeado por um deambulatório datado de 1860.
Por baixo do coro existe até uma cripta antiga, a cripta de Saint-Solenne, que remonta ao século X — um verdadeiro testemunho da época medieval inicial.
A torre assenta em fundações românicas e a sua parte inferior é do século XVI. O campanário, com sete sinos e a lanterna octogonal foram acrescentados no século XVII.
Um destaque no interior são os 33 vitrais modernos, concebidos em 2000 por artistas dos Países Baixos e França. Eles cobrem uma área superior a 360 metros quadrados e trazem muita cor e luz à catedral.
Os vitrais mais antigos no coro são de Lucien-Léopold Lobin, datados de 1860.
Se gostas de música, não percas o órgão principal, construído em 1703 e restaurado em 2000. Com 32 registros e teclados e manípulos mecânicos, é um instrumento impressionante.
A catedral está classificada como monumento histórico desde 1906 e é um exemplo relevante da arquitetura gótica tardia em França.
A cripta só está aberta aos domingos após a missa. À volta da catedral há os jardins da antiga diocese, com um belo jardim de rosas e uma magnífica vista sobre o rio Loire, perfeito para um momento de pausa.






A Igreja de São Vicente de Paulo é um edifício que tem mais de 350 anos de história.
Foi construída no século XVII como Igreja de São Luís pelos Jesuítas, uma ordem religiosa bastante influente na época.
A arquitetura é um verdadeiro exemplo da Contra-Reforma Católica, com elementos barrocos que ilustram como a Igreja e a arte se uniam para impressionar e inspirar as pessoas.
Na fachada são três pisos decorados com colunas dóricas e coríntias, ligados por volutas largas — uma característica típica das igrejas jesuíticas que confere ao edifício uma presença imponente, mas sem exageros.
Um dado curioso é que a construção foi financiada por Gastão de Orleães, irmão do Rei Luís XIII — um projeto com raízes reais.




Como é que a igreja sobreviveu aos tempos conturbados da Revolução Francesa?
Na verdade, foi danificada nessa época, mas voltou a ser aberta ao culto em 1828, mostrando o papel central que este património tem para a comunidade.
No interior encontra-se um altar de mármore vermelho datado de 1670 — um verdadeiro destaque que demonstra a ligação entre arte e fé.
Aqui estão também dois monumentos dedicados a Gastão de Orleães, levantados pela sua filha. Isto faz da igreja não só um espaço de oração, mas também um local de memória e história.





























