FRANÇA – IX

FRANÇA – IX

FRANÇA – IX

O Museu de Compagnonnage na cidade de Tours, região do Loire, na França, nos apresentou o exemplo de tudo que deveria acontecer no Brasil e não acontece: formar mão de obra jovem na preservação do saber ancestral dos Mestres.

Lembrei dos imensos esforços da Viva Saveiro, de Bira, Marcelo Bastos, Malaka e Pedro Bocca na formação e preservação dos Mestre Carpinteiros Navais, Mestres em Vela, Saveristas, Calafates.

Educação, formação e qualificação de mão de obra no Brasil não são prioridade e isso explica a sua condenação ao atraso.

O Museu Compagnonnage é dedicado à preservação, manutenção e perpetuação do conhecimento e dos ofícios milenares da cultura francesas a ponto de ser um sistema integrado de formação de mão de obra reconhecido pela Unesco.

O Museu é administrado pelos “Compagnons du Tour de France” na antiga sede dos Compagnons Charpentiers du Devoir de Liberté e documenta a história das profissões – artesanais francesas desde suas origens medievais até os dias atuais.

Estão expostos no Museu maquetes, miniaturas, protótipos, artefatos, ferramentas, fotografias e documentos referentes a essas diversas associações de artesãos qualificados em áreas como culinária, confeitaria, encanamento, metalurgia, alvenaria, marcenaria, carpintaria entre outras.

Desde a Idade Média, esses artesãos percorreram o “Tour de France” à medida que adquiriam conhecimento com os Mestres, progridem de aprendizes a companheiros, podendo chegarem até a excepcional condição de Mestres.

Para se tornar um Mestre dos Compagnons du Devoir, fundada em 1347, cada aluno aprendiz deve criar uma obra-prima a ser avaliada e aprovada por um colégio de Mestres.

O Museu contém algumas dessas impressionantes peças produzidas pelos alunos que se tornaram Mestes.

 

Nasci e vivo em um país de terceiro mundo, mas a ignorância, a opção pelo desprezo pela educação, pela cultura, pela civilidade e urbanidade não é minha enquanto cidadão brasileiro, enquanto ser humano empenhado em aprender.

Construído em 1214 por Thibaut VI, o Salão dos Estados é o mais antigo salão civil gótico da França e um importante elemento arquitetônico do gótico do século XIII.

Serviu como tribunal sob o domínio dos Condes de Blois e abrigou os Estados Gerais em 1576 e 1588.

Foi restaurado em 2006 e 2007 principalmente para preservar vestígios significativos de policromia e conservar a estrutura de madeira de carvalho.

Localiza-se na extremidade norte da ala Francisco I.

Revestido de painéis e medindo aproximadamente trinta por dezoito metros, consiste em duas naves, separadas por uma fileira de seis colunas com capitéis ornamentados que sustentam as duas abóbadas de berço justapostas à estrutura de madeira de carvalho.

 

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