EXPEDIÇÃO SERRA DA CANASTRA – VI

EXPEDIÇÃO SERRA DA CANASTRA – VI
ESTAGIÁRIO SÊNIOR – I

V EXPEDIÇÃO À SERRA DA CANASTRA – HISTÓRIAS II

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Cada vez mais quero menos “passar passando” pelos lugares que valem a pena, andar e fazer com pressa, apenas ver sem conhecer o que vale a pena ser conhecido.

Com esse propósito, propus aos meus amigos Miguel Marcélio de São Roque de Minas, produtor do famoso Queijo Canastra do Miguel e aos queridos Xavier e Nivaldo, produtores das maravilhosas cachaças Sabiá, Tiziu e Fascinação de Salinas, também em Minas Gerais, passar uns dias nas suas fazendas trabalhando, ajudando e aprendendo a fazer queijo e cachaça.

A vida rural sempre fez parte da minha vida e história, mas, quem nasceu e cresceu trabalhando com cacau não aprendeu a fazer queijo e cachaça, apenas a comer e beber.

Há um tempo venho importando queijos e cachaças de qualidade, para mim e para os bons amigos, mas agora vou beber na fonte.

Brincando com essa ideia, que pode prosperar para eles e para outros amigos, batizei de “Programa Estagiário Sênior – Pés!”.

Dia 29 de junho a 05 de julho pretende viver a experiência de ajudar a tirar leite e fazer queijo, cuidar de gado e de curral, das peças de queijo feitos da Fazenda Santiago Monjolo, 15 km de São Roque, onde ficarei hospedado na Pousada Barcelos.

Vou contando essa história…

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EXPEDIÇÃO SERRA DA CANASTRA – VI
ESTAGIÁRIO SÊNIOR – I

Miguel Marcélio

Miguel Marcélio é reconhecido em todo o país desde que conquistou o Selo Arte – certificação que assegura que o produto alimentício de origem animal é elaborado de forma artesanal – também foi um dos primeiros a receber o Selo de Caseína, que traz informações sobre a origem do queijo, o método produtivo, e resguarda e valoriza a conquista das chancelas de Indicação Geográfica (IG), dos produtores de queijo da Canastra, no Centro-Oeste do estado.

Miguel Marcélio Faria credita a receita de sucesso do seu legítimo queijo Canastra a família, que passou o saber secular através de gerações. Aprendeu a produção com os pais que, por sua vez, receberam o aprendizado dos avós em sucessões de saber: “Na minha infância, a produção era de 1 kg de queijo por dia. Na época das águas, de chuvas intensas na Serra, chegava a 3 kg. A gente comia queijo três vezes ao dia: no café da manhã, no almoço com macarrão ou abóbora, e à noite. O amarelinho – queijo curado – era o mais vendido”.

https://youtu.be/SmWZv2tjtAw?is=DnLAaDBDh-lLAkyS

 

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