EXPEDIÇÃO KIRIMURÊ – ETAPA V – 2026

EXPEDIÇÃO KIRIMURÊ – ETAPA V – 2026
ITAPARICA

EXPEDIÇÃO KIRIMURÊ – ETAPA V – 2026

A Expedição Kirimurê nasceu no conjunto de ações e movimentos da Viva Saveiro nos esforços de preservação dessas embarcações em extinção: Não importa se a Guerra um dia será perdida, lutaremos as nossas batalhas até o fim, no nosso tempo e com as nossas armas.

A Etapa de Itaparica foi definida no começo do ano no planejamento da Expedição Kirimurê para 2026. Após a realização da Etapa de Jaguaripe, perfeita e cheia de aprendizados, tivemos as primeiras informações sobre o clima para o início de junho, motivo de muitas conversas com Pedro, Malaka, Jorge, Jailton e Adriano.

Desde o início estabelecemos o limite de 14 participantes por Etapa, com dois tripulantes formando 16 pessoas a bordo. Para Itaparica mobilizamos dez pessoas certas, com desistências de outras e resolvemos realizá-la. Quando recebemos as informações das condições de navegação, consultamos o grupo, cuja idade média era de 61 anos, e todos, sem meu voto e opinião, decidiram manter a viagem, ir.

Junto com Mestre Jorge e Gel marinheiro, decidimos ir até onde possível fosse, desde que não colocássemos em risco os participantes, a tripulação e o Saveiro Sombra da Lua, em especial a sua Vela e Mastro. Faríamos isso consultando sempre Pedro, Malaka e Adriano, além das decisões da Marinha.

Na janela do tempo do dia 4 de junho – quinta-feira – zarpamos da Marina da Penha na Ribeira às 10hs e ao meio-dia já estávamos apoitados e almoçando a bordo na Marina de Itaparica.

Foi uma travessia desafiadora. Participantes enjoaram mas em momento nenhum houve manifestação de medo ou pânico. O clima era de total confiança e respeito pelo barco e pela tripulação.

A bordo, os que não estavam passando mal, viram um pouco do que é capaz o Mar da Baía de Todos os Santos, a diferença entre vento e chuva para navegação, a destreza do Mestre Jorge ao enfrentar e contornar as ondas em um bailado sem sentido e em todos os sentidos.

O Mar era só nosso. Não havia navios, lanchas, escunas ou jet-ski trafegando. Os 16,5 metros do mastro do Sombra da Lua gemia sob a tensão de suas velas, mas não havia tensão a ser contornada no ambiente. Todos, até os de primeira viagem, nos dirigiam seus olhares de confiança.

Com Mestre Jorge e Gel mantinhamos os entendimentos e as decisões. A velocidade não era máxima, mas segura, a possível. Em nenhum momento a vela foi arriada. O Sombra mostrava do que era capaz, como fez na travessia Itaparica – Barra do Paraguaçu – Itaparica no sábado e de Itaparica a Salvador no domingo.

Talvez os participantes ainda não tenham se dado conta da aventura que viveram, mas foi incrível como se comportaram. Aliás, marca registrada das quatro anteriores realizadas.

A Expedição Kirimurê tem acontecido sempre com novos e velhos tripulantes, mas essa foi a primeira vez que os Comandantes Pedro, Marcelo e Adriano, a Coordenadora Claudete não estavam presente.

O Saverismo é nada mais nada menos que um movimento de amor à uma causa, a história. Um movimento de resistência, de perseverança e resiliência. Mas, de fato e verdade tem, nesse momento e fase, reunido pessoas excepcionais para viver o privilégio de velejar em embarcações centenárias, patrimônios do universo náutico do planeta.

Vida longa aos Saveiros e aos Saveristas!

Antônio Carlos Aquino de Oliveira – Expedição Kirimurê

Compra do “Rancho”

Arrumações para a partida.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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