EXPEDIÇÃO KIRIMURÊ – 2026 – II EDIÇÃO – PARTE 5

EXPEDIÇÃO KIRIMURÊ – 2026
II EDIÇÃO – PARTE 5

EXPEDIÇÃO KIRIMURÊ – 2026 – II EDIÇÃO – 1ª Etapa – PARTE 5

Rosalvo Maltez Santana

Ele assina as suas fantásticas obras de arte como Rosalvo Filho, mas os amigos, grupo seleto em que me incluo o chama de Rosalvinho.

Rosalvo Santana, seu pai, um dos maiores Santeiros Ceramistas do Brasil, teve a capacidade de não só formar um discípulo, seguidor e sucessor, despertou a criatividade dessa jovem promessa da arte sacra e sincrética cerâmica mundial.

Pai e Mestre: Rosalvo Santana

Tenho várias obras de Rosalvo e já perdi as contas de quantas obras dele já dei de presente, sempre observando a devoção e o mérito dos que presenteio com tão valiosas peças.

Artesanato da Bahia – Galeria:

“Rosalvo Santana é Mestre Santeiro, precursor da arte sacra em Maragogipinho, povoado que faz parte do município de Aratuípe e fica às margens do Rio Jaguaripe, que ele nasceu, em 24 de abril de 1964, e cresceu vendo seus pais dedicados à produção da cerâmica utilitária.

Buscou um caminho diferente da tradição do lugar onde cresceu, cujas olarias à margem do rio mantêm uma tradição de mais de dois séculos de produção, atualmente marcada pelo caráter decorativo e utilitário e produzida torno, e se enveredou pela criação de imagens sacras e figurativas, modeladas com talento, habilidade e muita técnica. Seu estilo mistura o barroco e o rococó, enriquecendo as imagens com detalhes, volumes e panejamentos.

Suas peças são feitas de uma argila mais pura, que passa por processos de refino e decantação para alcançar a plasticidade necessária e, então, não é esculpida, mas modelada sobre uma base cônica. Os detalhes, como as linhas das mãos e as unhas, que são marca dos seus trabalhos, são acrescentados por último. O cuidado na produção vai desde a queima, em etapas para proporcionar resistência, até a embalagem, para garantir a integridade das peças.

Hoje, seu filho e irmão seguem seus passos na arte sacra e acredita que seu trabalho ajudou a valorizar a produção das olarias da localidade. Para ele, o papel do mestre é trabalhar para o bem de todos, para que a comunidade enriqueça junta.” – Artesanato da Bahia

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