EU EM CASA – II

EU EM CASA – II

EU EM CASA – II

Quando Eu recebi o convite do meu amigo, Archibaldo Daltro Barreto Filho – Quico, para participar do I⁰ Projeto LGP – Livro de Graça na Praça, confesso que foi por respeito e amizade que aceitei o convite.

Considerando ser um evento em Ilhéus, nosso berço famíliar, articulei a participação de Alcir, meu irmão mais velho e companheiro dessa viagem à região de 13 a 17 de agosto de 2026.

Em decorrência do momento da minha vida não tive a inspiração necessária para fazer a Crônica solicitada, mas fiz. Alcir criticou meu texto, mas Quico aprovou. Gosto de escrever por inspiração, é quando o mote e as palavras fluem com imensa facilidade. Mas, fiz a minha parte. Participei!

Já havia tomado duas decisões quando recebi a intimação de Quico: Não vou escrever e publicar mais livros; não vou participar mais de feiras e eventos literários. A primeira decisão está mantida, mas a segunda cabe precedentes para velhos amigos e amigos velhos.

Archibaldo conseguiu reunir 46 amigos e amigas para escrever, revisar, diagramar, autorizar publicações e, na medida do possível, participar do evento.

Uma viagem a Ilhéus de carro, ida e volta, são mais de mil quilômetros, noites em hotéis e comida de restaurantes, tempo e mobilização, mas, participar do evento de Quico valeu todos os esforços.

Revi amigos que há anos não via e não encontrava. Melhor, tive tempo de atualizar os assuntos. Toquei percussão e cantei com músicos qualificados e repertório melhor ainda, bebi junto com os amigos as cachaças de Salinas que trouxe, ri, me diverti, vi e vivi gentileza, atenção, cuidado e respeito entre pessoas.

Nada por si só muda com o tempo, mas com movimentos através dos dias e noites de uma passagem. Podemos sempre questionar os rumos e as direções, mas é muito legal quando a gente chega em uma fase da vida em que já não interessam mais os julgamentos e as sentenças, as críticas e os elogios, só não devemos mesmo é fugir da realidade em que vivemos e da verdade que toda a nossa história e trajetória nos mostram.

Valeu voltar à região Cacaueira da Bahia!

Carlos Aquino

 

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