FRANÇA – X
FRANÇA – X

FRANÇA – X
O Panteão de Paris – Panthéon de Paris – não é apenas e simplesmente um mausoléu histórico que combina elementos do estilo neoclássico e gótico.
Situado no monte de Santa Genoveva, no 5.º arrondissement de Paris, em pleno Quartier Latin, foi construído entre 1758 e 1790 a partir de projetos de Jacques-Germain Soufflot, a mando do Rei Luís XV da França
O Rei pretendia que fosse uma igreja dedicada a Santa Genoveva, padroeira de Paris, cujas relíquias seriam abrigadas na igreja, mas nem Soufflot, nem Luís XV, viveram para ver a igreja concluída.
O fantástico monumento honra a memória de figuras notáveis da cultura mundial e da história da França como Voltaire, Rosseau, Marie Curie e Victor Hugo cujos restos mortais estão lá depositados.
O Panteão simboliza a dedicação de França à história, ao secularismo, às artes e ciências, oferecendo vistas deslumbrantes dos fatos do passado.







O Panteão de Paris tem 110 metros de comprimento e 84 metros de largura. A fachada principal está decorada com um pórtico de colunas de estilo coríntio que apoiam um frontão triangular da autoria David d’Angers.
O edifício, em forma de cruz grega, é coroado por uma cúpula de 83 metros de altura, com um lanternim no topo. O seu interior está decorado por pinturas académicas de Pierre Puvis de Chavannes, Gros e Cabanel, entre outros








Sua posição dominante no topo da colina Santa Genoveva, assim como sua forma original atrai, desde a sua construção, o olhar de grandes artistas como Van Gogh, Marc Chagall ou o dos amadores.
Símbolo republicano, Victor Hugo o colocará em poema e será o assunto de vários livros.
O Pantheon tem apenas seis escritores incluindo: Victor Hugo, Alexandre Dumas, Emile Zola, um único pintor – Joseph-Marie Vien, artista oficial do primeiro Império e nenhum músico.
Há ainda uma homenagem ao escritor Antoine de Saint-Exupéry que desapareceu em um acidente de avião em 1944. O corpo do autor do “Pequeno Príncipe” nunca foi encontrado.









O Panteão é, indubitavelmente, monumental.
Iniciadas em 1764, as obras do edifício foram encomendadas pelo monarca Luís XV, o qual, após recuperar-se de uma grave doença, ordenou ao arquiteto Soufflot a construção de uma basílica em tributo à Santa Genoveva, padroeira de Paris, em substituição à antiga abadia ali existente.
Concluído em 1790, sob a gerência de Rondelet, o edifício foi laicizado pelos movimentos revolucionários burgueses, transformando-o em Panteão nacional.
Hoje, na cripta, 70 célebres personagens da história francesa repousam — tais como escritores, cientistas, generais e políticos, motivo pelo qual o frontão contém, inscrito, o interessante brocardo “Aux grands hommes, la patrie reconnaissante” – “Aos grandes homens, a pátria é grata” – junto ao interessante baixo-relevo, de David d’Angers, alusivo à homenagem da pátria francesa a seus imponentes heróis.










No Panteão de Paris há 67 personagens da história sepultados, mas a primeira mulher foi Sophie Berthelot, não por mérito próprio, mas por decisão do governo francês, para que ela não ficasse separada do marido, o renomado químico Marcellin Berthelot, ali sepultado. Ambos faleceram no mesmo dia, em 18 de março de 1907.











