EXPEDIÇÃO KIRIMURÊ – ETAPA V – 2026 – IV
EXPEDIÇÃO KIRIMURÊ – ETAPA V – 2026 – IV
CULINÁRIA SAVEIRISTA
EXPEDIÇÃO KIRIMURÊ – ETAPA V – 2026 – IV
As pessoas inteligentes dizem que sou bom garfo e boa boca, não sabem elas que foram a vida e as estradas que me ensinaram o valor do comer e beber quando pode e tem, mas, quanto melhor, melhor.
Vim de um berço de sabor, da comida temperada do litoral da Bahia, até da culinária árabe. Depois os pratos do Recôncavo, do Sertão, da Chapada e por fim, Minas Gerais. Para mim, cozinha rica, diversa e saborosa nesse fantástico país têm a Bahia e Minas Gerais.
Pedi a algumas amigas e amigos para escreverem sobre a “Culinária Saveirista” mas ninguém se habilitou, então, vai assim mesmo a minha contribuição ao tema.
Conheço a culinária Tropeira, Garimpeira, Caminhoneira, dos Pescadores, ricamente descrita por muitos contadores de histórias, detalhadas nos livros de receitas, mas, nunca vi ninguém falando da Culinária Saveirista.
Se não é diversa, é rica, tem gosto e sabor para quem sabe apreciar o que é bom. A turma do Saveiro aprende a cozinhar na barriga da mãe e se aperfeiçoa com os Mestres.
Feijão, farinha e pimenta são a base. Mas não é um feijão qualquer, qualquer farinha e pimenta de qualquer jeito: É Feijoada de feijão mulatinho completa, farinha fina e torrada e molho lambão.
De complemento e acompanhamento sempre tem vários tipos de peixe e uma infinita quantidade de mariscos, cada um com o seu diferente sabor para as diferentes preferências. Muitas vezes o almoço é pescado no caminho.
Não sou suspeito para falar das mágicas que faz Vilma, Jajá, Jorge, Gel e tantos outros como Osório Valente da Ribeira.
Quando incorporamos a presença luxuosa de Claudete Mary na Expedição Kirimurê houve inacreditável ampliação das opções, geralmente pré-preparadas, geniais, mas, feitas a bordo, no velho fogareiro e nas panelas véias.
Quando a Viva Saveiro começou a trocar o transporte de carga pelo privilégio de gente andar de Saveiro, passamos a dar mais atenção a Culinária Saveirista.
Cozinha-se e come-se com as Obras de Artes navegando, velejando. Só a chuva e o vento exagerado impedem a missão. No Saveiro não tem cardápio, garçom, frescura e chatice. Se não tiver talher, come de mão.
É por isso que afirmamos que: Saveiro é para todos, mas não é para qualquer um….

































