MEU PERSONAL PLAN – II
MEU PERSONAL PLAN – II
MEU PERSONAL PLAN – II
PLANO DE VIDA!
Foi quando comecei a planejar a redação do livro “A Prorrogação do Terceiro Tempo” que surgiu a ideia de pensar no meu Plano Pessoal de Resto de Vida.
O livro que eu pretendia escrever – desisti -, mudando os personagens e cenários, contava as histórias dos meus amigos queridos e chegados, a minha própria história, sempre com foco no “aonde chegamos e no que nos tornamos.”
Ricos, classe média, pobres, aposentados ou na ativa, não é essa a questão.
A pergunta essencial é: “O que estamos fazendo com as nossas vidas hoje e o que pretendemos fazer com o tempo que nos resta?”
Tudo parte de pressupostos realistas, muita honestidade e sinceridade, levando em conta as seguintes verdades:
- Por ser a morte imprevisível, mas certa, tudo que se pensar e colocar no papel com relação ao amanhã são planos;
- Estabeleci 80 anos como idade limite – existem exceções – para pessoas como eu fazer o que mais gosta: viajar, conhecer lugares e pessoas;
- Em tudo, a saúde – física, emocional e mental – é a mais importante base;
- O que cada um gosta de fazer não importa, o que interessa no Plano de Resto de Vida é fazer – planejar, criar condições e realizar –, não adiar;
- As relações que cada um construiu e mantém são importantes pontos de avaliação e trabalho, mas um dos pressupostos do Plano de Resto de Vida é resolver os problemas existentes e evitar criar novos, já que o tempo e as condições de resolvê-los estão em contagem regressiva.
… e por ai vai…
Em 10 de fevereiro de 2026, se Deus, Senhor do Bonfim, Nossa Senhora, São Francisco, todos os Santos e Anjos permitirem farei 70 anos.
Com essa compreensão elaborei o meu Plano 26/36. Se eu conseguir executá-lo todo, ou em parte, será uma senhora façanha.
Depois – se depois existir–, quando os oitenta chegarem, meu plano é parar e desacelerar. Sei o que quero, inclusive a possibilidade de mudar de ideia.
Não sei com quantos amigos conversei sobre o tema “Plano Pessoal de Vida”, mas com apenas três a conversa prosperou, tem sido enriquecida com conversas, comentários e avaliações construtivas.
Interessante é constatar que tudo isso significa mergulho em si, no passado e no presente, nas experiências acumuladas, sem religiões, ideologias e sem política, mas com filosofia, com inteligência, honestidade, razão e sensatez.
Vamos nessa, sem nenhuma, mas com toda pressa…
Acabei de escrever o texto “Plano de Vida”, dei uma olhada na Netflix e me deparei com esse filme… não existe coincidência quando o apelo é viver!
Nosso Tempo é hoje, é agora!
Nós nos devemos, merecemos esse tempo de agora e de hoje. Em nosso nome, em nossa honra e em nossa glória.
Fomos do Tempo dádiva, Somos do Tempo privilégio, generosidade e compaixão!
Somos do Tempo Presente, do passado semente, do futuro que pode e há de vir. Se vier, será bem-vindo.
Todos os Planos de Vida que possamos pensar, planejar ou fazer estão em cada instante, em cada atitude, em cada postura segura, em cada propósito livre e liberto.
Somos o livro, a história ainda em construção, em revisão, em formatação.
Em tudo, o tempo todo, uma certeza: valeu a pena! Precisamos e devemos fazer valer a pena cada instante da prorrogação do jogo que não acabou nesse longo e breve campeonato da vida!
Se somos memórias, vamos continuar sendo ação!
Carlos Aquino
Dezembro de 2025
O melhor lugar do mundo é aqui e agora.
Aqui onde indefinido, agora que é quase quando, quando ser leve ou pesado deixa de fazer sentido.
Aqui de onde o olho mira, agora que o ouvido escuta o tempo que a voz não fala, mas que o coração tributa.
O melhor lugar do mundo é aqui e agora.
Aqui onde a cor é clara, agora que é tudo escuro, vver em Guadalajara dentro de um figo maduro.
Aqui longe, em Nova Deli, agora, sete, oito ou nove, sentir é questão de pele, amor é tudo que move.
Aqui perto passa um rio, agora eu vi um lagarto, morrer deve ser tão frio, quanto na hora do parto. Aqui fora de perigo, agora dentro de instantes, depois de tudo que eu digo, muito embora muito antes.
O melhor lugar do mundo é aqui e agora!


Taí. De repente temos um filósofo vivido, e vivo. E eu nem sabia. Muito interessante., de verdade.