ESPERANÇA

ESPERANÇA

ESPERANÇA

Apois, espíe!

Esperança é qui nem fé: quem tem, tem, num dá prá fingi qui num tem, pois quem num tem dentro de si, pode inté dize qui tem, achar qui tem, mas num tem. Esperança num é prosa, é sintimento genuíno dos afortunado.

Sô da terra semente.

Minha primeira esperança foi que a chuva caísse. Num é que caiu?
Brotei!!! Fuloreci!!! Verdejei!!!

Minha segunda esperança foi queu crescesse.
Crescí!!! Maturei!!! Vinguei!!!

Minha terceira esperança foi queu virasse gente. Gente boa e de bem. Queu sobrevivesse, bem e decente, omi bão!
Assim virei, me tornei! Num passo vergonha, nem faço fei!

Apois intonce , seu moço:
Sô fí da Esperança!
Mesmo que às veiz eu negue, eu renegue, mais , Esperança carrego. Às veiz cum jeito, às veiz sem jeito, é assim desse jeito que este fi de minha mãe sobriveve: descrente esperançoso!

Num sei bem o que qui espero nos entretimento, nas distração, mais apenas uma coisa num priciso esperançar nessa vida: que o fim de tudo, inté dela, há de chegá .

Carlos Aquino

 

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *