FRANÇA – XII

FRANÇA – XII

FRANÇA – XII

Creio que cada sociedade ao redor do mundo cumpre o seu destino, de atraso ou de evolução. Cada um tem a sua história a respeitar, a honrar, da qual se orgulhar ou se envergonhar.

Como sempre faço a partir das viagens que realizo, ao meu olhar, vou descrever as minhas observações dessa viagem de 15 dias à Paris e ao Vale do Loire, sem nenhuma intenção de fazer comparações que não levem em conta os contextos históricos, políticos e sociais dos países.

A gastronomia

Não discuto gostos, escolhas e preferências. Nessa passagem pela França comi, ao meu sentir, mal, razoável, bem e excelente. Absolutamente normal dentro dos diferentes paladares e circunstâncias.

Fizemos um padrão de viagem e uso dos dias com bom café da manhã, lanches rápidos e jantar, com raras variações, respeitando sempre o gosto, vontade e apetite de cada um.

Comi coisas que não como todos os dias na Bahia, em especial pão e vários tipo de queijo. Pão em quase todas as refeições. Todos os dias bebi no mínimo duas taças de vinho, de diversos tipos, inclusive champanhe, todos nacionais.

Quem vem da tradição culinária baiana e mineira há de notar diferença nos temperos mais suaves, pouco sal, pratos mais leves e elaborados.

Nunca viaJei com o objetivo específico de comer e bebe, mas defendo que a partir de certas fazes da vida comer e beber bem é imperativo.

A mobilidade

A exemplo de todas as capitais do mundo e suas regiões metropolitanas, Paris, nos dias normais de semana, tem trânsito intenso e às vezes travado, porém, durante os 15 dias que circulamos no país só vi dois acidentes, absolutamente sem gravidade, sem danos.

Todos respeitam os sinais e as regras: pedestres – absoluta prioridade – ciclista, motociclistas, motoristas.

Os ciclistas, em incrível quantidade e diversas formas de uso das bicicletas, são especialmente educados e respeitados.

Nos quinze dias de circulação por ruas, avenidas, estradas e calçadas não vi nenhum guarda de trânsito ou policial rodoviário, exceto nos eventos em curso ou sendo preparados.

Andamos em média 8km por dia e viajamos por mais de 1.000 km. Não pisei em uma calçada com buracos, objetos abandonados, emendas ou remendos. Não dirigi por uma estrada com asfalto ruim.

Os táxis têm em seus tetos luzes verdes ou vermelhas que indicam sua condição de disponibilidade.

Em condições normais e comuns, a maioria das ruas e calçadas estavam limpas, não havia cães e gatos sem donos em nenhum lugar.

Apesar de gigante, o principal aeroporto de Paris, o Charles de Gaulle, tem um nível de organização que não nos deu trabalho nenhum chegar e sair, por ninguém fomos abordados ou importunados sem que a iniciativa tivesse sido nossa.

Não vi nenhuma sucata, carro abandonado, oficina ou borracharia na rua. Vi muito carro antigo circulando normalmente.

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