DE VOLTA AO CHILE XI – PATAGÔNIA

DE VOLTA AO CHILE XI – PATAGÔNIA

DE VOLTA AO CHILE XI – PATAGÔNIA

Quem não sabe para onde ir, em qualquer direção que seguir estará perdido. Quem tem bússola e sabe usar, que sabe a direção e o rumo que quer dar a sua vida, tem no destino um amigo confiável e menos hostil.

A impressão que se tem quando lê e quando fala da Ilha Chiloé é que se trata de um lugar selvagem e isolado, mas, não é. Em Castro tem concessionárias e tipos de automóveis que na Bahia e no Brasil não tem.

Os conceitos de estética, charme, glamour, beleza e organização aqui no Sul do Chile são diferentes do Brasil comum. O clima, com a umidade e tudo que ele traz, faz com que os lugares e as pessoas estejam imunes aos estereótipos do mundo do consumo e da moda brasileira.

Índios, sangue e traços marcantes, vivos e presentes no povo Chilote. Alemães, Holandeses e Espanhóis.

Base da dieta mariscos, peixes, batata, carne de porco e gado.

Evidentemente que a forma que os Chilenos temperam os peixes é diferente da nossa. O limão como base é marcante. Há diversidade de mariscos. Peixes: Truta, Salmão, Merluza e Congrio. Cozido, frito, grelhado. Vários tipos de Ceviches e molhos. O abacate é muito usado nos diversos pratos.

Com mais tempo, calma e atenção desta vez foi possível perceber a solidez econômica e a dinâmica social do interior do Chile. Nas principais cidades, às vezes, o trânsito é caótico, há muita dificuldade de estacionamento.

Onde há terremoto, vulcão, maremoto, tsunami, muito vento e muito frio, a arquitetura das casas é especial. Marceneiros e Carpinteiros no Sul do Chile são geniais, mestres.

Tudo que a América Latina precisa é de integração, em todos os sentidos. A “maldição” dos péssimos políticos, das ditaduras sanguinárias, de frágeis e corruptas instituições precisam ser superadas.

Da mesma forma absurda que a América Latina foi e é usada como depósito de lixo do primeiro mundo, a América do Sul precisa deixar de ser laboratório clandestino das religiões e ideologias.

Lã: meias, luvas, camisas, casacos, boinas, gorros, sandálias e pantufas, brinquedos, artesanatos. Quase tudo é feito de lã.

Tudo começou quando fiz uma pergunta a “Chejo” sobre embarcações tradicionais. Depois das ricas informações ele me levou para conhecer a reforma do seu agrabilíssimo restaurante, a cozinha, o fogão de lenha e a sua esposa, responsável pela cozinha e pelos maravilhos pratos.

Trata-se de uma região sujeita a tsunamis, com avisos de pontos de encontro e alarme.

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