É TUDO MUITO FRÁGIL

É TUDO MUITO FRÁGIL

É TUDO MUITO FRÁGIL

É…
É tudo muito frágil.
A massa que molda, a fibra que segura, o osso que sustenta, é tudo muito frágil.
A pele casca, a aparência e a embalagem, a roupa que veste e cobre, é tudo muito frágil.
A doença, a demência, o vício, o vírus, a peste, os testes. Que se negue, é tudo muito frágil.
Vida, vela ao vento, peso que não flutua ao mar. O peso que se finge suportar, – haverá a hora de cobrar -, a dor que se esconde, o medo que se nega, é tudo muito frágil.
O arranhão, a ferida, a queda, o machucado. A dor que se sente e não se fala, o fraco, o forte. É tudo muito frágil.
Há algo além do corpo perecível, maior que músculos, altura, peso, formas. Há alma espírito, há energia, ação, movimento. Ė…, nem tudo é tão frágil quanto o corpo e o sopro da vida!
 

Texto: Antônio Carlos Aquino de Oliveira
Narração: Marcelo Praddo
Arte: Lado B

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