NÃO ESTAMOS TODOS LOUCOS INFELIZMENTE
NÃO ESTAMOS TODOS LOUCOS, INFELIZMENTE.
NÃO ESTAMOS TODOS LOUCOS, INFELIZMENTE
Sou do tempo dos hospícios, do Juliano Moreira. Doido era doido e a gente sabia distinguir os doidos.
Tínhamos o doido amigo, o doido de estimação, o doido perigoso, até o doido de camisas de força. Os malucos eram identificados.
O tempo passou e me levou junto, abraçado, de braços dados. Quando eu cansava, o tempo não parava, puxava, empurrava, jamais abandonava.
Com o passar do tempo os hospícios fecharam, Juliano Moreira virou história e o mundo se transformou em um grande hospício, lugar de doidos, pirados irados.
Os doidos chegaram ao poder e botaram para … derreter!!! Eu, que não me incluo no grupo, que não jogo pedras nas pessoas e não ando nú, me sinto perdido, isolado. Os loucos alucinados chegaram ao poder e o estão exercendo.
Os malucos de hoje usam terno, fazem discursos absolutamente insanos, têm seguidores e os influenciam.
O mundo está ficando sem graça para quem pensa, quem tem juízo, quem vê a realidade como ela é e a verdade como ela se apresenta.
O trem tá feio!



