MEU PERSONAL PLAN
MEU PERSONAL PLAN
MEU PERSONAL PLAN
Tenho trabalhado no meu “Personal Plan”, meu plano pessoal de resto de vida.
Trata-se da compreensão e tomada de consciência da finitude da vida, da irreversibilidade do tempo, da progressiva decadência das condições objetivas de realização de sonhos, atingir metas e cumprir objetivos.
A base do plano é a minha história e a história de vida de todos os amigos que tive e tenho. Todos eles foram e são meus Mestres, embora não saibam. Nesse contexto de gratidão, também ao Anjo de Guarda, à genética, aos antepassados, aos que passaram, aos que ficaram e estão.
Sem pessimismo, sem derrotismo, sem negativismo, com imensa alegria, o meu “Personal Plan” consiste em dar prioridade absoluta a mim mesmo, com muita honestidade fazer o que realmente gosto, com muita sinceridade abdicar de pesos e inutilidades, sem culpa deixar que as vidas das pessoas sigam os cursos que elas lhes queiram dar.
Vou resolver os problemas possíveis de serem resolvidos, não pretendo criar novos, em especial os que não terei tempo de resolver.
Sem nenhum trauma ou pesar, abdicar de tentativas de controlar o incontrolável, de debates inúteis, de desafios com teimosos, de ouvir radicais e fanáticos.
O próximo instante é agora: só posso respeitar quem me respeita, amar a quem me ama, cuidar de quem me cuida, ter o que uso, preciso e posso manter.
Não tenho a pretensão de influenciar ninguém além do estímulo ao próprio pensar. Não pretendo ter seguidores ou dirigir as suas próprias escolhas.
Preciso Ser, separar desejo de prazer, sonho de realidade e dedicar a cada um deles apenas o tempo necessário.
Dizer que a vida é breve qualquer um diz. Confessar que a viveu de verdade e intensamente é para poucos.
Decidir viver cada dia com alegria, humor e leveza é uma escolha.
Não há egoísmo na autoestima, não há individualismo no cuidar-se.
Sei que sou passageiro, que passei, estou passando, vou passar. Tenho a mais clara e absoluta consciência que nada levarei do que tenho, que serei um dia totalmente esquecido. Essa compreensão é libertadora.
Texto: Antônio Carlos Aquino de Oliveira
Narração: Marcelo Praddo
Arte: Lado B




“Personal Plan”. Gostei do título. Está bem certo. A pior coisa da vida é
olhar o passado e ficar lamentando o que não fez. É o que chamo do maldito “…e se…”
Portanto, aplausos. Olho no futuro e pé ligeiro antes que a vida se vá. Viver é também uma arte.
Gostei do título e da decisão de esquecer o passado e cuidar do presente.